Se apegue a uma árvore, a um animal, a uma caneta, se apegue até a uma pequena pedra encontrada no chão. Mas se não quiser sofrer, não se apegue a uma pessoa.
“Tem horas que me sinto tão fria quanto a neve que caí do céu e se acumula na terra. Horas que preferia me trancar no quarto e só sair quando tudo se resolvesse. Mas nada se move sozinho, não é mesmo? Queria simplesmente apagar lembranças que já se tornaram pesadelos. Tirar pessoas da minha vida, como se tira uma peça de tabuleiro. Elas não fazem falta, não depois que partiram. Não digo que foram para longe e sim que não são as mesmas, ou talvez, eu não seja a mesma. O que importa? Ninguém se importa com o que outro sente. Ninguém que não te queira bem, é claro. Mas o difícil é achar alguém que me queira…”